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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quando fazer terapia?

“Quando fazer terapia?”

Nem sempre entrar em um processo psicoterapêutico é fácil, demanda muita força de vontade, determinação e objetivos. Alguns pacientes que entraram pela primeira vez no meu consultório questionavam o que eles estariam fazendo ali, e se perguntavam “mas eu não sou louco”, “como vou contar todos os meus problemas para uma estranha”. Realmente “como contar para uma estranha”, em um primeiro momento até eu concordo: "como vou contar todos os meus segredos, aqueles que nem para minha melhor amiga eu tive coragem em contar, como falar tudo aquilo que tenho vergonha até de admitir para eu mesma que sinto..."

Mas, refletindo com mais calma eles pensam “é o trabalho dela”, “ela não faz parte do meu convívio social”, “posso falar tudo, até mal daquela minha amiga que eu adoro, mas que me irrita às vezes, não tenho para quem contar e acabo me sentindo culpada” e então, a coisa começa ficar mais leve.

Muitos encontram na terapia uma válvula de escape das vidas atribuladas que levam, onde podem ser verdadeiros consigo, com seus reais sentimentos, admitindo que não são perfeitos e que podem sentir raiva, egoísmo e permitir-se errar. Ninguém nasce sabendo, todos nós estamos buscando nossos caminhos.

Uso sempre uma metáfora explicando para meus pacientes que entrar em terapia é o mesmo que mexer naquele quartinho da bagunça, que muitas vezes fica esquecido, sendo sempre entulhado de coisas, onde jogamos para dentro tudo aquilo que não utilizamos e aonde vamos acumulando “as nossas bagunças”.

O processo da terapia é muito semelhante a uma limpeza - do nosso interior. Quando iniciamos a terapia vamos abrindo a porta deste quarto, acendemos a luz, visualizamos as bagunças e colocamos tudo para fora, para que possamos limpar e organizar este quarto de uma maneira mais funcional em nossas vidas.

É um processo fácil? Eu diria que não, afinal não é todo dia que queremos limpar o nosso quartinho, temos preguiça, comodismo, adiamos, sempre temos aquele objeto que somos apegados, que guardamos desde criança... Como deixar para trás e abrir espaço para o novo, quando é muito mais cômodo ficarmos agarrados com aquilo que já conhecemos?

Mas, como “para tudo existe um jeito”... o grande acontecimento na terapia é quando a mudança acontece e este quartinho pouco a pouco vai sendo limpo, organiza-se os objetos antigos, joga-se fora aquilo que não tem mais utilidade e abre-se espaço para o novo.

Na terapia vão ter dias que o paciente só vai querer dar uma “limpadinha” superficial. Posso assegurar que sim, isto faz parte do processo. O importante é o paciente passar a ter consciência daquilo que escolhe e, conseqüentemente ter responsabilidade sobre esta escolha.

Enfim, será que você se habilita a limpar seu “quartinho”?

Autora: Danielle  Krizanovski


1 comentários:

Cristina Guimarães disse...

Adorei o comentário da Dra. Danielle, parece que me vi ali, um pouco antes de decidir iniciar terapia. E posso afirmar com toda a segurança, vale a pena buscar respostas, dentro de nós mesmos, para uma vida melhor.